terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Jantar de Natal da família INSIGNARE 2010
E porque partilhar é bom, deram-se abraços, abriram-se sorrisos, brindou-se à saúde dos presentes e dos que, por motivos vários, não puderam estar nessa noite.
Estiveram presentes colaboradores das diferentes áreas funcionais ligadas à INSIGNARE, desde Escola Profissional de Ourém e Escola de Hotelaria de Fátima; colaboradores do Centro de Formação Contínua e Centro de Novas oportunidades; familiares e amigos num momento sempre importante do ano.
Não faltaram as “Christmas carols”, brincadeiras para os mais novos e muita animação proporcionada pelas alunas do Curso Animador Sociocultural, bem como Karaoke para os mais corajosos. No fim, uma lembrança…Modesta mas com um pouco de tudo: um cabaz onde não faltou chocolate para adoçar o Natal e passas para os desejos de Fim de Ano.
Fazem falta momentos assim, momentos de partilha, de pequenos gestos, onde o sorriso sai espontâneo e a melhor prenda que se pode receber é mesmo um olhar sincero de agradecimento e um abraço de apreço e amizade. Obrigado a Todos. Um Santo e Feliz Natal
Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
'Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!"
Fernando Pessoa
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Antes que eles cresçam...
Há um período em que os pais começam a ficar órfãos dos seus próprios filhos. Acontece que as crianças crescem independentes da nossa vontade, como árvores tagarelas e pássaros estonteantes. Crescem diante dos nossos olhos sem pedir licença à vida. Crescem com uma esperteza alegre e, às vezes com apregoada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de forma igual, crescem de repente. Um dia sentam-se perto de nós no sofá e dizem uma frase com tal “estofo” que nós sentimos que não já não podemos trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou a crescer aquela "malandrinha" que eu não percebi? Onde estão as roupas de bebé, as bonecas, as festas de aniversário com palhaços e chocolate nas paredes? As crianças crescem num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E nós estamos agora ali, na porta da festa, à espera que ela não apenas cresça, mas apareça... E ali estão muitos outros pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com as roupas, falas e gestos da sua geração. Estes são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos tempestades, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas. E eles crescem mais ou menos amestrados, observando e aprendendo com os nossos acertos e principalmente com os nossos erros. E ainda com os erros que esperamos que não se repitam. Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos. Um dia já não os iremos buscar às portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do futebol… Talvez não os levamos vezes suficientes ao Oceanário, ao Jardim Zoológico, à praia, ao centro comercial, não lhes demos hamburgueses e refrigerantes suficientes, não lhes compramos todos os gelados, roupas e brinquedos que gostaríamos de ter comprado… E, eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afecto. Sem que esgotássemos todos os nossos beijos, apertões e abracitos, que agora reservam para outros… No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, Natais, Páscoas, piscinas e amiguinhos. Claro, havia sempre brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de pastilhas, o eterno “falta muito”, paragens e idas à casa de banho e cantorias sem fim. Depois veio o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a os amigos e os primeiros namorados.
so não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer connosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afecto. Talvez por isso seja necessário fazer alguma coisa a mais…Antes que eles cresçam... Sandra MonteiroNinguém gosta de mim...
A auto-estima no sucesso das relações afectivas tem bastante importância e a sensação de não ser merecedor de amor e estar condenado ao sofrimento é por vezes a razão para más escolhas afectivas. Do outro lado, estão as autênticas “neuroses a dois”. A baixa auto-estima provoca um vazio emocional onde o outro passa a ser visto como fonte de aprovação ou desaprovação. A pessoa com baixa auto-estima procura quem não a rejeite e não quem a satisfaça. Daí passa a “representar” para corresponder à expectativa que acha que o outro tem a seu respeito. ”Escolho sempre a pessoa errada”. ”As minhas relações são complicadas”, são queixas comuns da falta das pessoas com baixa auto-estima.
Quem não se sente capaz de ser amado, não acredita que alguém possa amá-lo. Precisa de demonstrações contínuas, de “provas” constantes de amor, pois encontra-se sempre à espera da rejeição. No fundo, rejeita-se. Esta insegurança leva à pressão, à necessidade da constante verificação deste amor, à exigência de provas de afecto contínuas e o outro poderá sentir-se sufocado a relação torna-se intolerável.A necessidade de saber-se amado - baseada muito mais na baixa autoconfiança que na situação em si - faz com que a relação se torne de domínio ou submissão. De uma forma involuntária, a relação afectiva acaba por desgastar-se, gerando sofrimento e possivelmente, mais um relacionamento desfeito, reforçando a sua crença de incapacidade.
O medo do sofrimento pode fazer com que as pessoas façam escolhas, muitas vezes, inviáveis, que de alguma forma levarão ao abandono, ou passam, aparentemente sem qualquer tipo de explicação, a rejeitar para não serem rejeitadas.
É preciso começar a amar-se e a aceitar-se

Identificar as qualidades e não apenas os defeitos
Manter-se em forma física (gostar da imagem reflectida no espelho)
Aprender com a experiência passada;
Tratar-se com amor e carinho;
Ouvir a intuição (ajuda a auto-estima)
Manter o diálogo interno e aprender a conhecer-se;
Acreditar que mereces ser amado (a) e és especial
Fazer todos os dias algo que o (a) deixe feliz. Qualquer coisa mesmo que simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar, ir ao cinema, jantar com amigos. E ainda mais:

Mas, que sei eu? Só passei por aqui para te deixar um beijo!Sandra Monteiro
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Escola Profissional de Ourém promove OFICINA de INFORMÁTICA
A Escola Profissional de Ourém tem como missão dotar profissionais capazes de se integrarem num mercado cada vez mais exigente. Por considerar que o exercício prático da profissão não deve ser apenas um complemento da pós-formação dos seus alunos e sim um elemento constituinte dessa mesma formação, lança agora a OFICINA de INFORMÁTICA.A OFICINA de INFORMÁTICA é um espaço criado para todos os cidadãos, dentro das instalações da EPO, em Ourém onde, todas as quartas-feiras, das 14h00 às 17h00, os nossos alunos de Informática estarão ao vosso dispor para a prestação de serviços que são grátis. Na OFICINA de INFORMÁTICA poderá encontrar serviços abrangentes: Diagnósticos; Recuperação de dados (Pens ou Discos Rígidos); Instalação/Actualização do Antivírus; Limpeza de Vírus; Instalação e configuração de acesso à internet; Restauração do sistema sem perder dados e ainda a criação de sites funcionais, simples e inteligentes.
Esta iniciativa, organizada pelo Curso Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, tem como objectivo a aproximação da comunidade à escola e o desenvolvimento profissional e cívico dos nossos alunos.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Coming Out…armários, gavetas e outros papéis na Escola

Papéis…
A orientação sexual é uma questão de grande importância pessoal para uma série de adolescentes e jovens. Alguns investigadores e cientistas estimam que 1 a 3 em cada 10 estudantes é gay, lésbica ou bissexual, ou têm um parente directo que é. Isto significa que 3 a 9 alunos em cada turma de 30 têm experiência directa com questões relacionadas com a homossexualidade e a homofobia.
A escola tem um papel importante, o dever de contribuir para um aumento da auto-estima de todos os alunos, independentemente da sua orientação sexual ou identidade de género. É também por excelência, um local que se espera que veicule informação correcta e onde os valores que devem ser ensinados são aqueles que afirmam o respeito pelo outro e o interesse manifesto pelos sentimentos dos outros, independentemente das suas diferenças.
Vivemos tempos de mudança mas nem sempre foi assim. O absurdo de definir a homossexualidade como uma patologia foi oficialmente reconhecida em 1973 quando a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da sua lista de doenças e em 1993 a Organização Mundial de Saúde declarou a homossexualidade, uma variante natural da sexualidade humana. No entanto, ainda hoje gays, lésbicas e bissexuais continuam a lidar com preconceitos e discriminação.

Gavetas…
Sou heterossexual e penso que o radicalismo jamais trouxe algo de positivo a alguém, talvez por isso, sinto-me no direito de dizer que para gays, lésbicas e bissexuais é importante, assim como para os heterossexuais, distinguir o sentimento básico de atracção da criação de estilos de vida. Os estilos de vida são uma opção, a orientação sexual não. Um estilo de vida pode incluir aspectos de identidade, sexualidade, relacionamento, entre outros…Mas é uma questão pessoal que não se pode associar a um grupo generalizado de pessoas.
é apenas uma opção entre muitas, tal como o é para um jovem heterossexual.Devido ao medo do estigma e da discriminação na vida real, jovens que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo têm dificuldade em assumir os seus sentimentos, o comummente chamado “sair do armário” ou Coming Out. Este processo não é uma decisão tomada de uma vez para sempre. É um processo contínuo de decisões que começam quando um adolescente reconhece a sua atracção por pessoas do mesmo sexo como uma emoção válida.
Enquanto educador, é importante reconhecer perante si mesmo e perante os seus alunos, que nem sempre é fácil lidar com a diferença, que não é algo que se aprenda de um dia para o outro. É preciso dar tempo e espaço para todos reconhecerem e digerirem as ideias novas. Como agentes educativos temos que ter consciência das nossas próprias opiniões sobre a diversidade e a homossexualidade/bissexualidade. Cerca de 70% do impacto do que se ensina está ligado à nossa personalidade. Se dermos uma aula sobre a diversidade dos estilos de vida, mas mostrarmos que não aprovamos estilos de vida diferentes do nosso, os alun
os não nos levarão muito a sério. Há que ser sempre adepto da ideia de uma regra fundamental “ Todas a opiniões são válidas desde que respeitem os outros e sejam defendidas de uma forma séria”.Baseado em informações do Projecto Educação LGBT
Educar para a Diversidade - APF



