"Muito bom dia a todos os presentes. Em nome do nosso grupo parlamentar queria agradecer a oportunidade e felicitar a Câmara Municipal de Ourém, na pessoa do seu Presidente aqui presente, por esta iniciativa e por acreditar na capacidade crítica e criativa dos jovens.
Representamos a Escola Profissional de Hotelaria de Fátima, estabelecimento escolar integrante da INSIGNARE mas que adquiriu recentemente autonomia funcional e pedagógica. Frequentamos cursos profissionais que nos permitirão a dupla certificação: 12º ano de escolaridade e qualificação profissional, nas áreas de turismo e hotelaria. Estamos aqui porque agarrámos o desafio que nos foi proposto, somos jovens, preocupados em perceber o mundo no qual vivemos e ambicionamos poder nele intervir de forma positiva. A equipa dos nossos eurodeputados é constituída por 8 elementos: Jéssica Gil porta-voz; Mónica Silva; Rute Lopes; Miriam Daniel; Leonel Marques; Paulo Baptista; André Simões e por mim, Débora Carvalho, que aqui assumo este papel. Em termos de metodologia, privilegiámos a partilha de opiniões, renuímos várias vezes e juntos refletimos sobre a temática proposta. Sugerimos ideias, lançámos elementos para a discussão, criticámos, desenvolvemos a nossa argumentação … enfim … aprendemos em conjunto e hoje tencionamos provar que a cidadania ativa se constrói, também, com este tipo de exercícios contribuindo para uma sociedade mais consciente."
Balanço dos 25 anos de adesão de Portugal à UE
"Volvidos 25 anos é chegada a altura de refletir sobre os objetivos que estiveram na criação da União Europeia e procurar traçar coordenadas de orientação para os próximos anos.
Não conhecemos a realidade antes da adesão, quando nascemos já se respirava Europa, mas baseados nos dados estatísticos e na percepção da opinião dos portugueses parece que podemos afirmar que a adesão de Portugal à União Europeia veio a revelar-se um marco histórico, traduzindo-se num período de grande estabilidade e prosperidade para Portugal. No entanto, parece que o entusiasmo inicial, a fase de deslumbramento, que caraterizou os primeiros 15 anos de adesão, não se assemelha ao sentimento que vivemos hoje, provavelmente porque o ritmo da melhoria da qualidade de vida abrandou consideravelmente e no inicio se ter provocado alguma ilusão de que todos os nossos problemas seriam resolvidos pela União Europeia e pela chegada dos fundos comunitários.
- Modernizou o país pela entrada de fundos comunitários aplicados na construção de estradas e infraestruras, possibilitou o alargamento dos mercados, melhorou as condições de financiamento, reduziu a inflação e permitiu melhorias significativas na economia e na qualidade de vida das pessoas. Nos primeiros 15 anos de adesão o PIB Português passou de 53% da média comunitária para 75% o que traduz claramente o nosso crescimento e aumento de riqueza. É discutível também se a aplicação dos fundos estruturais foi gerida de forma mais eficaz, parece que muito dinheiro se esbanjou sem o correspondente aumento da nossa capacidade produtiva.
- Apesar dos ganhos não se medirem só por benefícios económicos é nítido que o funcionamento do mundo gira à volta desta lógica, hoje percebemos que não há desenvolvimento sem crescimento … ou os paradigmas se alteram ou esse será, possivelmente o maior desafio de Portugal nos próximos 25 anos."
Eurodeputados:: Jéssica Gil - porta voz; Débora Carvalho - mesa; Mónica Silva; Rute Lopes; Miriam Daniel; Leonel Marques; Paulo Baptista e André Simões


